| Terras de Bouro |
| Terras de Bouro é um dos importantes caminhos de peregrinos do Jacobeu. mor, da nave e dois do cruzeiro); Caldelas, com a Igreja Matriz de frontaria joanina onde se rasga um nicho com a mor, da nave e dois do cruzeiro); Caldelas, com a Igreja Matriz de frontaria joanina onde se rasga um nicho com a imagem do padroeiro Santiago. imagem do padroeiro Santiago. Terras de Bouro, é a "Terra de Boiro" serrana que D. Manuel consagra dando-lhe foral em 1514. De fortes raízes comunitárias, o Castro da Calcedónia que os romanos fortificaram, a via militar que ligaria Braga a Astorga, a "multidão" de marcos miliários, o forno do povo, as eiras, os espigueiros e as alminhas do Canhoto, far-nos-ão recordar sempre esta região de contrastes na entrada do Parque Nacional da Peneda-Gerês. E continuando, agora para a aldeia de Chamoim, encontramos a Igreja Matriz de duas torres, dedicada ao apóstolo Santiago Peregrino. Depois, vem Chorense e a Geira (milha XVI). E logo a seguir Covide, S. João do Campo (local onde decorrem as escavações arqueológicas realizadas pelo PNPG, com vista à descoberta de uma antiga Vila Romana, possivelmente uma "Pausata" - pousada ou albergaria); barragem de Vilarinho das Furnas, memória já "afundada" de uma vila comunitária sacrificada ao progresso; a Geira Romana com os seus marcos miliários, a mata da albergaria, Ponte feia, Mata de S. Miguel e Portela do Homem. Terras de Bouro, concelho, caracteriza-se por três marcos importantes: Parque Nacional da Peneda-Gerês - tem aqui o seu santuário - a Serra do Gerês - de rios e de nascentes, de cerros alcantilados, de névoas e de silêncio, de morros e gargantas. É o verde e o amarelo, o azul, os vários tons de castanho e o pontilhado do branco das flores que conferem ao Parque características próprias e uma personalidade única sem que o Homem em milénios lhe transformasse esta maneira de ser discreta, distinta e rude, mas com um traçado harmonioso em que tudo respira poesia: "Oiço-vos por instinto, sussurrantes pinhais ! Não entendo as palavras, mas pressinto que são poemas que me recitais !" Diria Miguel Torga (Diário VI), ao contemplar esta paisagem aconchegada, de tufos de verdura entre escarpas de granito, repetindo ao descrever a beleza da serra - "mais uma vez me inundou a emoção de ter nascido nesta pequena pátria pedregosa que é Portugal": afundada e que detinha uma das mais ancestrais vidas comunitárias. E aqui o Concelho de terras de Bouro é o que mais apaixona os estudiosos e turistas, sobretudo, a sua economia baseada na agro-pastorícia em que muitas vezes espaços e organizações se fazem mais a partir de lugares que da paróquia ou Juntas de Freguesia. A estas estruturas, regulada a maior parte das vezes em tribunais presidendo um velho assistido por seis homens a quem chamavam "homens do acordo": o juiz da igreja (ou juiz do subsino); o do Monteiro (que julga as montarias); o das vacas (sobre a "vezeira"); o das cabras; o do lagar de azeite; o do lugar ! |
| ONDE FICAR |
| Turismo Rural - Costa Verde |
